
Tempos atrás uma amiga me falou que eu sou ou fui, em certa situação, tolerante demais. No caso sobre ao qual falávamos, concordei, reconheci integralmente, sem nada a contestar.
O ato de ser tolerante é uma atitude que, acho, temos que ter sempre. Mas para tudo tem que ter sua dosagem. No caso em questão era tolerante demais.
Deixava de impor minha postura, ou não colocava os fatos com a devida verdade ou realidade que julgo necessárias, até quase a uma submissão. Por que nesse ponto a atitude era diferente?
É algo que me questiono volta e meia, pois perante esta postura, abro precedentes para que certas situações se tornem recorrentes.
O ato de ser tolerante é uma atitude que, acho, temos que ter sempre. Mas para tudo tem que ter sua dosagem. No caso em questão era tolerante demais.
Deixava de impor minha postura, ou não colocava os fatos com a devida verdade ou realidade que julgo necessárias, até quase a uma submissão. Por que nesse ponto a atitude era diferente?
É algo que me questiono volta e meia, pois perante esta postura, abro precedentes para que certas situações se tornem recorrentes.
Normalmente tenho por hábito falar, colocar minha posição de forma franca, clara, direta. Em certas situações já presenciei um certo desconforto pela parte ouvinte do meu entendimento. A minha verdade, a minha idéia, a minha postura nem sempre é a mesma do outro e esse nem sempre está a fim ou quer ouvi-la. Direito que lhe cabe.
Mas direito que me cabe é impor meu ponto de vista quando algo não está a meu contento. E nessa situação a qual me foi dito, que sou tolerante demais, fiquei a pensar e pesar as situações as quais se encaixam perfeitamente.
Diante desta tolerância exagerada, tenho que reviver situações que me desagradaram, momentos que não quero que retornem.
Por causa dessa tolerância em excesso, abro portas para que pessoas tomem a liberdade para retornar e acreditar que tem acesso livre ou fácil como em outros momentos.
Não vetei o acesso, visto isso, a liberdade dessas em acreditar que possam romper o limite está aberto, disponível. O limite se impõe para que saibam até onde podem ou merecem ir.
Há pessoas para o qual esse limite tem que existir para que saibam que não tem mais espaço para conviver.
Isso, em virtude daquela tolerância, não foi devidamente colocada nos seus devidos lugares, nos seus devidos patamares.
A verdade, a sinceridade, a clareza, que sempre me é peculiar, em certos momentos e vivências deixaram de existir, se anularam.
Vislumbrei isso e acho que poderei vislumbrar outras mais, visto resquícios que ainda perduram, mas com certeza situações já estão sendo revistas.
A tolerância em demasia será dosada.
Acredito que nem boa donzela nem bruxa má. Resta ainda saber a dosagem certa.